
A apresentadora Xuxa ensinou uma lição: se você não é muito íntimo da rede social, boca fechada não entra mosquito. Comece devagar e vá aos poucos percebendo como funciona o meio e quais são as regras do jogo.
Só rindo mesmo. Desculpem, mas ver a lambança que a Xuxa aprontou no Twitter me faz rir demais. Além do que nos mostra que não estamos mais tão distantes dos globais e das celebridades em geral, aliás nesse caso, o Twitter é exatamente isso: a maximização da proximidade.
Deixo claro aqui que não tenho nada contra a Xuxa, nem a favor, muito pelo contrário.
O feitiço contra o feitiçeiro
Atraídos pela sua popularização, empresas e mídia enxergaram uma oportunidade nas redes sociais. Ser bem falado ou cair nas graças dos usuários das redes virou obsessão nas estratégias de customer relationship. Alguns canais da TV fechada inclusive, que pertencem a Globo, já não anunciam mais seu canal de relacionamento na web através do portal Globo.com e preferem o Twitter, por exemplo. É o caso do SporTV e outros.
Para empresas de TV que sempre estiveram na posição de emissores no processo de comunicação, esta é uma quebra de paradigma que pode ser bastante dolorosa. O feedback que antes era analisado pelo número de aparelhos ligados naquele canal é muito pouco para medir o sucesso daquilo que está sendo apresentado hoje. Aliás sempre foi. Mas o meio mudou, o receptor mudou e com certeza o mundo da comunicação não é mais o mesmo. A gente sabe bem disso.
No caso acima a Xuxa, pobre criatura ainda analfabetadigitalizada, se expôs e expôs a própria filha. O curioso é que são os mesmos baixinhos que pulavam e cantavam ilariê, hoje marmanjos, que tacam ovo e xingam a sua ex-rainha pelos erros de português cometidos. Só por isso? Provavelmente não. A postura da celebridade também contou para insulflar a massa social digital.
Resultado: com menos de 30 dias brincando no site de relacionamento, a apresentadora encerrou sua conta e saiu chamuscada.
Não adianta. Tentar acabar com uma rede social é parecido com tentar acabar com uma rede terrorista. Você até pode acabar com ela, mas tenha certeza que algum sobrevivente vai fazer renascer outra e com uma fúria maior ainda. Por isso é importante saber lidar com a dinâmica das novas mídias e seus membros participantes.
A nova geração que está na rede hoje experimenta da liberdade digital e com isso surgem novos padrões de comportamento, totalmente diferentes de tudo que estudamos no passado.
Estamos aprendendo
Primeiramente podemos tirar uma lição: se você não é muito íntimo da rede social, boca fechada não entra mosca. Comece devagar e vá aos poucos percebendo como funciona o meio e quais são as regras do jogo.
Em segundo lugar, se você for uma celebridade, saiba que uma rede social é um meio muito mais democrático do que a mídia que lhe deu projeção, portanto, você será alvo fácil qualquer que seja o seu deslize.
Um terceiro ponto ainda, mostra que se tornar um alvo pode, nem sempre, ser uma resposta ao seu comportamento online. Lembre-se que os usuários vão querer falar para você tudo o que nunca puderam nas mídias convencionais de uma via só, ou seja, você terá o feedback de toda a imagem que construiu ao longo da sua vida na percepção das pessoas.
Pensemos muito bem em nossas estratégias de comunicação online. Não só para não jogar dinheiro fora, mas principalmente para não mancharmos a imagem da nossa marca, que é sem dúvida, um prejuízo muito maior.
Fonte: Webinsider
