
Por Cesar Paz
Presidente da ABRADi (Associação Brasileira das Agências Digitais)
Fiquei surpreso com a possibilidade da já prevista má performance brasileira na categoria Cyber em Cannes (um magro leão de prata) abalar a estrutura da indústria digital no país, enrubescendo formadores de opinião do mercado ou ainda criando visões definitivas sobre o nosso suposto atraso nesta área.
O texto do Pyr Marcondes sobre esse tema, publicado dia 23/06/11 no portal ProXXIma (veja aqui), estabelece um positivo debate sobre o tema. Mas tem a ótica às vezes simplista de quem vê a comunicação digital com os olhos da propaganda.
O fato é que o comportamento do consumidor mudou, a forma de comunicar mudou, mas a forma de entender e valorizar a criatividade na comunicação não quer mudar.
Vivemos há muitos anos na publicidade uma exagerada espetacularização da criatividade e dos criativos, na qual o que importa são os grandes festivais, os leões, o Gunn Report.
Em tempos de ciberespaço, defender incondicionalmente a criatividade, embora pareça moderno, é reacionário. É preservar o status quo, é não querer a evolução.
Observem que até pouco mais de 10 anos tínhamos no negócio da publicidade a opção de meia dúzia de veículos e meia dúzia de formatos de mídia. Logo, todas as campanhas publicitárias eram muito parecidas em forma e estratégia, se diferenciando apenas e fundamentalmente pelo trabalho criativo e capacidade de investimento/cobertura.
Aí, justificadamente, se criou a espetacularização da criatividade. A indústria que servia muito mais aos grandes veículos, grandes agências e grandes anunciantes precisava enaltecer e provar que nem tudo era igual, embora tudo fosse muito parecido.
Isto, graças a Deus e/ou à internet (essas coisas às vezes se confundem), vem mudando radicalmente. Há 15 anos, observamos a construção de um novo modelo de comunicação. Um modelo ainda emergente, fundamentado na democratização dos ambientes de informação e que aceita tranquilamente que o consumidor pense, interaja, produza e distribua opinião e conteúdo.
Entender esse complexo modelo de comunicação, no qual as plataformas digitais saem da periferia e passam a ser um hub de todo o processo de comunicação multicanal das marcas, pelos olhos do modelo brasileiro da propaganda e pela “criatividade” que tem no Palais des Festivals de Cannes a sua Meca, é um gigantesco equívoco.
Outra questão menor, mas também importante, é que o novo modelo de comunicação que estamos construindo (falo como empreendedor brasileiro) tem necessariamente um novo fluxo no processo criativo. Esse novo fluxo tem a cocriação (equipes criativas) como base, a estratégia e a tecnologia como fundamento e a distribuição de conteúdo e experiência como fim. Cannes evolui rápido, mas também vai demorar um pouco para entender e, principalmente, representar tudo isso (por exemplo, anuncia-se apenas agora a possibilidade de haver uma categoria de “mobilidade” para 2012).
Vivemos outro momento, onde a criatividade da “big idea” e do “fora da caixa” importam, mas não formam o substantivo de todo o contexto.
Então, objetivando e para efetivamente contribuir com o debate criado sobre a comunicação digital no Brasil pós Cannes 2011, faço duas afirmações:
1. Apesar dos magros leões, podemos dizer que a “comunicação” digital no Brasil vai muito bem, obrigado.
Duvida? Então, é só perguntar se o Google está feliz com sua operação tupiniquim e seu crescimento de 80% ou entender por que o e-commerce e as agências nativas digitais crescem mais de 35% ao ano.
Se ainda não estiver convencido, pense no crescimento do YouTube (33% no último ano), das plataformas de banking (25%), do Facebook (20%). Enfim, escolha o indicador.
Por sinal, em março desse ano, segundo a comScore, saltamos da oitava para a sétima posição em termos de audiência no mundo, ultrapassando, por ironia, justamente a França.
Entretanto, é preciso ficar claro que toda essa espetacular performance não é mérito das agências de publicidade brasileiras criativas e copeiras, que têm competência de sobra para acumular leões em outras áreas. É resultado direto de todo um novo setor que cresce em geral paralelo à indústria da propaganda e poucas vezes junto com ela.
2. A “publicidade” digital brasileira continuará não tendo grandes performances em Cyber nos próximos anos.
Aí temos o “x” da questão: há um conflito de modelos de negócio. Diferente do mercado americano ou europeu, a publicidade brasileira super regulamentada e orientada à mídia e à bonificação tem uma enorme dificuldade de entender e encaixar organicamente no seu negócio o modelo da comunicação digital, orientado fundamentalmente ao serviço.
Simples assim e por isso não temos trabalhos realmente diferenciados na publicidade digital realizados pelas grandes agências de propaganda brasileiras que frequentam com destaque o festival de Cannes. Por isso não ganhamos e não ganharemos muitos prêmios na categoria Cyber no futuro breve.
Por isso, também, outros mercados, nos próximos anos, vão performar bem melhor do que nós.
Esse é um dilema que o modelo da propaganda brasileira vai ter que resolver no médio ou no longo prazo e que os grandes grupos de comunicação tentam encaminhar no nosso mercado através das recentes aquisições de agências interativas com forte base tecnológica.
Por fim, como já disse um dia o velho Freud: um charuto, às vezes, é apenas um charuto. Quem sabe, apesar de todo o debate, a categoria Cyber em Cannes também seja para a comunicação digital brasileira apenas e tão somente um charuto.
Fonte: ProXXIma
Claudia Leitte lançou recentemente o seu mais novo serviço, o CL SMS, serviço de assinatura de mensagens para celular. Os fãs da cantora ficaram eufóricos com a novidade, pois além de receberem informações de primeira mão, notícias sobre sua vida, curiosidades e shows, poderão também ser sorteados para receberem ligações de Claudia Leitte.

Outra notícia que alegrou bastante os fãs da cantora, é que neste mês de junho, as pessoas que comprarem o serviço (pacotes trimestrais, semestrais ou anuais), terão a chance de serem sorteados para assistirem ao show que Claudia Leitte fará no Rock in Rio 2011, incluindo ingresso, passagem e hospedagem para o sorteado e um acompanhante de sua escolha.
Antes do lançamento oficial, ocorreu uma ação de incentivo aos fãs, onde a venda do serviço só foi liberada quando alcançou-se 10.000 cadastros. O fã que fez este cadastro e comprar os planos trimestral, semestral ou anual, terá o dobro de chances de ganhar o prêmio e estar no show de Claudia Leitte no Rock in Rio.

A Click Interativo participou do lançamento da campanha, e atualmente dá todo o suporte de divulgação do CL SMS nas Mídias Sociais da cantora.
Para mais informações, acesse o site.
Nos 11 anos de existência do Blogger, a plataforma de blog do Google, houveram pouquíssimas atualizações. Mas no dia 28 de maio, no blog oficial do Google, foi anunciado que este ano pretende-se fazer grandes melhorias para a plataforma.
Desde a data do anuncio, alguns sortudos (como eles mesmos disseram) já estão podendo desfrutar do novo design no painel de usuário no serviço. As mudanças seguem a tendência minimalista e clean, deixando a usabilidade mais leve e agradável. Além disso, os responsáveis pelas modificações, disseram que não só o layout teve melhorias, mas também a velocidade de cada atualização.

Conforme pronunciamento, aos poucos eles irão liberar a novidade para todos os usuários. Se você é um deles e ainda não notou as modificações, basta aguardar e ficar na torcida!
Sinta-se à vontade para entrar em contato com a Click Interativo e agende uma visita para irmos até você.