O surgimento da internet sem sombra de dúvida marcou uma nova era, e o mais interessante é observar o quanto a evolução desse sistema de informação global é constante, trazendo em cada inovação mudanças na forma do mundo se comunicar, agir e até mesmo pensar.
Não é a toa que os profissionais da área de comunicação discutem temas relacionados ao assunto e buscam formas de adaptar a comunicação com o público às novidades desse novo tempo, procurando explorar de maneira proveitosa os recursos atualmente disponíveis.
O modo de desenvolver campanhas eleitorais está entre as formas de comunicação que mudaram muito com o desenvolvimento da internet, e as novas ferramentas como as mídias sociais e o crescimento de outros recursos de interatividade implicaram em modificações até mesmo na legislação.
Focando nesse novo cenário a Associação de Agências Digitais da Bahia – ADBA realizou no dia 26 de maio o seminário “O Efeito Obama na Bahia Eleições 2010”. O evento contou com a palestra do presidente da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi), Cesar Paz. Foram abordados temas relacionados às novas abordagens da comunicação eleitoral quanto ao uso da internet como o direito de resposta, doações online, censura prévia e propaganda paga.
A Click Interativo sabe da importância de ser uma empresa atenta às atualidades da área, e marcou presença no evento tendo a sua equipe representada pelo diretor Hilso Vasques. Aproveitamos para parabenizar a ADBA pela iniciativa, e reforçamos o nosso apoio a ações que informam e abordam assuntos tão relevantes para nossa área.

Poucos deputados da Câmara se manifestaram contra texto, que libera uso de blogs e redes sociais nas campanhas eleitorais de 2010.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8/7), o projeto de lei que trata da reforma eleitoral. Poucos deputados se manifestaram contra a emenda substitutiva global apresentada pelo relator Flávio Dino (PCdoB-MA).
Entre os avanços do texto aprovado, está a liberação da internet nas campanhas – de blogs a redes sociais -, com algumas regras de proteção dos candidatos, dos partidos e da sociedade. Para as Eleições de 2008, era permitido o uso apenas de uma página oficial, sob o domínio ‘can.br’.
O projeto agora será encaminhado para o Senado Federal e, se aprovado e promulgado até o início de outubro, as novas regras eleitorais valerão para as eleições de 2010.
“O uso da internet, se empregado de forma ética, responsável e respeitando a legislação em vigor, será uma poderosa ferramenta capaz de influenciar no resultado de uma eleição. Prova disto foi o uso das modernas tecnologias durante a campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos”, aponta o advogado Hélio Camargo de Abreu, sócio da Mariani & Santos Advogados Associados, em um artigo sobre o tema, enviado por e-mail.
Segundo Abreu, o candidato deve observar as regras para não ter os recursos contra ele. “O candidato também será responsabilizado por opiniões deixadas pelos visitantes nos canais eletrônicos. Se permitir, por exemplo, que opiniões de caráter difamatório permaneçam nestes espaços, o candidato poderá ser responsabilizado”, explica.
Por isso, o advogado acredita que o direito de resposta será um desafio no meio digital. “Os comentários ofensivos se espalham rapidamente pela internet”, diz. Este fator exigirá a “criação de estratégias para fornecer respostas rápidas aos atos ilícitos perpetrados por profissionais da imprensa, partidos políticos ou mesmo eleitores.”
Com a reforma eleitoral, “aumentaram as responsabilidades dos candidatos e cabe a eles estarem estruturados, tanto para aproveitar este novo canal como para se prevenir contra oponentes mal intencionados”, opina Abreu.
Fonte: IDG Now!

Senado Federal
Na noite de ontem (8), a Câmara dos Deputados terminou o processo de apreciação de todos os destaques e emendas que visavam alterar o texto apresentado pelo relator Flávio Dino, deputado federal pelo PCdoB (MA).
O projeto aprovado, entre outras reformas, insere regras para o uso geral da internet nas campanhas eleitorais, e agora vai para discussão e votação no Senado Federal. Se o projeto for alterado na votação dos senadores ele terá que retornar à Câmara.
A proposta aprovada ontem prevê que os candidatos possam usar blogs, redes sociais, microblogs e sites de mensagens instantâneas para realizar a campanha, porém, só será permitido conteúdos permitidos pelo candidato, partido ou coligação. Textos de terceiros estão proibidos.
Até o momento, os candidatos só podem utilizar sites com domínio “.can.br”, o que deve mudar caso a nova lei seja aprovada.
Na internet, segundo o projeto de lei, valerá o princípio de direito de resposta que já acontece na televisão. Se houver calúnia ou difamação, os candidatos terão espaço para responder nos veículos online.
Os candidatos também poderão enviar mensagens eletrônicas, seja por SMS ou por newsletter, para endereços cadastrados em sites próprios, do partido ou da coligação. Mas é obrigatório que todas as equipes de campanha insiram um mecanismo que permita que o eleitor pare de receber as mensagens e saia do cadastro em 48 horas.
Outro item do projeto aprovado pela Câmara é a possibilidade dos usuários comuns usarem ferramentas produzidas individualmente para declararem apoio a candidatos em blogs ou sites pessoais – desde que não ofendam outros políticos.
A publicidade online também foi regulamentada no projeto. Mas deve ganhar restrições e deve ser um dos mais debatidos no Senado.
Portais de internet com conteúdo editorial poderão promover debates entre os candidatos desde que dois terços dos candidatos aptos para o pleito concordem (para as eleições presidente, governado e senador) ou a aceitação de pelo menos dois terços dos partidos ou coligações com candidatos (para as eleições de deputados estaduais e federais).
Para valer nas eleições do ano que vem, o projeto da reforma eleitoral precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pelo presidente da República até o começo de outubro, um ano antes da eleição de 2010.
Fonte: Info Exame

Obama
Mais de metade dos adultos dos Estados Unidos usaram a internet para participar da eleição de 2008, segundo estudo do Instituto Pew divulgado nesta quarta-feira (15). Foi a primeira vez que esse limite foi superado.
Cerca de 55% procuraram notícias políticas na rede, pesquisaram as posições de candidatos, debateram questões ou participaram de alguma forma da eleição pela web, segundo o Projeto Vida Americana e Internet, do instituto Pew.
Novas formas de comunicação virtual, como blogs, sites de relacionamento e sites de vídeos tiveram um papel relevante, de acordo com a ONG.
Outras conclusões
- 43% dos usuários de internet assistiram a vídeos on-line relacionados com política e eleição;
- 33% dos usuários compartilharam conteúdo político com outrem;
- 52% dos usuários de redes sociais as usaram para fins políticos.
A internet cresce constantemente como fonte de noticiário político desde 2000, quando 11% dos eleitores iam à rede para se atualizar. Em 2008, foram 26%.
Superando a mídia tradicional
Entre os eleitores jovens e os usuários de banda larga, a internet já supera a mídia tradicional (rádio, TV, jornais), segundo a pesquisa.
O candidato democrata Barack Obama usou a web para mobilizar um exército de voluntários que o ajudou a derrotar o republicano John McCain no pleito de 4 de novembro.
Os seguidores de Obama tendiam a ser mais engajados na rede do que os de McCain, segundo o estudo. Enquanto 26% dos eleitores obamistas ativos na internet postavam seu próprio conteúdo e ideias num fórum on-line, apenas 15% dos simpatizantes do republicano participavam, por exemplo.
O instituto Pew entrevistou 2.254 adultos entre 20 de novembro e 4 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Fonte: Globo.com
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